terça-feira, 26 de junho de 2012

Capitulo 1 ( O relato de uma visão )

O relato de uma visão... Ela estava feliz naquela bela tarde de verão... Pensava com a atenção dividida entre suas pesquisas da faculdade e a surpresa que a havia invadido ao falar com um estranho que aparecera sem querer na sua vida. E pensando em tudo aquilo que havia acontecido, ela tenta viajar em uma história pouco comum. Tendo ao seu lado sua bela gata Julieta, se vira de lado e se deixa levar pela sensação agradável de liberdade que a invade... Sentada em sua cama fixa os olhos no horizonte e se deixa levar pela imaginação... O vestido de um azul que lembrava o céu da primavera, os pés descalços, seus cabelos displicentemente presos por uma caneta esferográfica, deixava algumas mechas cair sobre seus ombros, e seus lindos olhos castanhos esverdeados estavam ávidos olhando ao redor procurando algo no ar que a fizesse sorrir... Com a face voltada para o lado, lembra-se de algo engraçado que ele havia comentado poucos instantes atrás. (Era sobre um acidente com uma luminária) Então de seus lábios brotam o mais belo e encantador sorriso. Algo devastador que fez o tempo parar ao seu redor. E aquela visão divina, repleta de beleza e suavidade perde-se sozinha na dimensão do seu quarto... Bem longe dali, em um continente distante, um homem com a expressão enigmática, tenta pintar essa cena em sua mente, e também sorri ao conseguir chegar próximo daquilo que julgava ser uma das visões mais bela e real que já tivera em sua vida. Até então jamais havia imaginado que seria capaz de criar um holograma tão fiel a imagem verdadeira...   Ainda embriagado com a fragrância que lhe cercava, era como se a imagem que viu tivesse criado forma e vida e deixado um rastro de luz. Tentou eternizar aquele momento de puro êxtase. Ele vira-se de lado e encara o horizonte tentando imaginar qual a distância que os separava... O céu escondido pelas nuvens cinza do inverno paulistano, trazia ao longe a chuva que batia insistentemente no pára-brisa do carro, mesmo diante do cenário frio da cidade ele sente o calor das palavras trocadas naquela tarde especial...   Eis que os acordes de uma música começam a tocar e o remete novamente a visão maravilhosa da mulher que estava povoando seus pensamentos, com os olhos brilhando de alegria e satisfação, percebe que todos os faróis que vinham em sentido contrário ao seu o lembravam do brilho fascinante do seu olhar... E ainda cantarolando a música percebe que entre uma frase ou outra murmura seu nome num sorriso...   Boa Noite Nina!... Celso Leal (31/07/2009)

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