sexta-feira, 7 de maio de 2010

Quando te vi...

Se naquele momento, uma nave mãe tivesse pousado por exemplo na avenida paulista e despejasse através de suas portas alguns alienigenas, ela não teria causado tamanho impacto. Uma perplexidade e um maravilhamento que podessem rivalizar com os provocados pela primeira impressão que tive, quando te vi. Foi um espanto a sua aparição.

O impacto inicíal foi visual, nunca antes havia visto aquela cena, aquelas roupas e sorrisos, aquelas cores e desenhos, aqueles olhos e lábios. E mais!! A movimentação do tempo ao seu redor. Em especial a sua coreografia exótica e sensual. Era simplesmente maravilhoso!!

O segundo impacto foi sonoro. A tua linda voz!! O espanto também era auditivo. O som da sua presença surpreendia, não apenas pelo timbre dos seus movimentos e dos registros insólitos da sua existência. Mais também impressionava pela musicalidade exuberante da sua beleza rara.

Nas composições dos seus gestos agudos e envolventes, nos seus olhares devastadores. Mais sútis. E na qualidade contagiante da sua interpretação da vida.

O seu semblante lividamente mágico, contrastava com a escuridão do seu olhar e a brancura da sua pele.A sua fase áurea nunca há de passar, isso é um momento singular da criação divina. Você não só tem esse poder, como sempre o terá, e sempre resurgirá com essa fascinação. Jamais se estinguindo, nem mesmo para dar lugar a seja lá quem for.

Você tem um brilho próprio. Súbito de um quasar, uma explosão, um sonho irrepetível. Um diamante bruto que se transformou em uma jóia rara...

Celso Leal

Nenhum comentário:

Postar um comentário