Parque do coração.
Como pode a solidão ter tamanha dimensão se ela é sozinha? E por chamar-se solidão, não deveria ter tamanha imensidão. E ser sim pequenininha...
Bem. Oras digo o coração, que deveria ser grandão para que nele coubessem os mimos. Mais por causa da solidão que lhe espreme com pressão. Se tornou pequenininho...
Não poderia a solidão ter o tamanho do japão, e nela tudo se perder...
Mais não deveria o coração. Ser do tamanho de um botão, sem nele nada caber...
A solidão é tão solitária. E no coração cabem tantas coisas...
Vamos mudar essa história!...
"" Meu coração vai ser grandão, do tomanho do sudão. E nele caberá um jardim. Lá se encontrarão rosas, uma aurora esplendorosa, arco-íris e perfume de jasmim.
Vai caber cachorro e gato, gente da cidade e do mato, sem contar os visitantes...Ali vai ter riacho, homem grande e homem baixo, mulheres lindas e intrigantes.
Vai ter futebol faça chuva ou faça sol e ninguém vai se perder.
A vida vai ser bem longa, bem alegre e brincalhona. Pois lá ninguém vai morrer.
O Gabriel vai estar feliz, a brincar com a Ana Laura e quem sabe com o Arthur...
E todos estarão lá, a cantar, rir e pular...
No parque do coração!...
A solidão ficará distante, no seu tamanho ideal.
Elá será pequenininha, do tamanho de uma pedrinha...
Menor que um grão de sal.""
Celso Leal
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