sexta-feira, 7 de maio de 2010

O Parque do coração...

Parque do coração.


Como pode a solidão ter tamanha dimensão se ela é sozinha? E por chamar-se solidão, não deveria ter tamanha imensidão. E ser sim pequenininha...

Bem. Oras digo o coração, que deveria ser grandão para que nele coubessem os mimos. Mais por causa da solidão que lhe espreme com pressão. Se tornou pequenininho...

Não poderia a solidão ter o tamanho do japão, e nela tudo se perder...

Mais não deveria o coração. Ser do tamanho de um botão, sem nele nada caber...

A solidão é tão solitária. E no coração cabem tantas coisas...

Vamos mudar essa história!...

"" Meu coração vai ser grandão, do tomanho do sudão. E nele caberá um jardim. Lá se encontrarão rosas, uma aurora esplendorosa, arco-íris e perfume de jasmim.

Vai caber cachorro e gato, gente da cidade e do mato, sem contar os visitantes...Ali vai ter riacho, homem grande e homem baixo, mulheres lindas e intrigantes.

Vai ter futebol faça chuva ou faça sol e ninguém vai se perder.

A vida vai ser bem longa, bem alegre e brincalhona. Pois lá ninguém vai morrer.

O Gabriel vai estar feliz, a brincar com a Ana Laura e quem sabe com o Arthur...

E todos estarão lá, a cantar, rir e pular...

No parque do coração!...

A solidão ficará distante, no seu tamanho ideal.

Elá será pequenininha, do tamanho de uma pedrinha...

Menor que um grão de sal.""


Celso Leal

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