"Quando pelos cabelos do vento o mar revolto se apoderar do seu rumo que eu possa ser a calmaria da brisa quente que torna minha alma tão sua e tão minha sua alegria mesmo quando a corrente fria nos separa e arrasta para dois lados nosso canto e nosso encontro.
Quando as ondas forem maiores que nossa coragem, que eu possa mergulhar junto aos sonhos teus, minha amada. E de estrelas do mar a cavalos marinhos cavalguemos nosso amor que se estica ao mais alto dos suspiros, e baixa com tamanha força as mais profundas sensações.
Que nossa escada seja mais um lance, elevando os sonhos tão sagrados quanto culpados, porém, amados simplesmente.
Que o medo que me separa tanto de mim e de meu percurso, não me diminua perante a força poderosa do meu olhar quando te vejo de queixo erguido, quando sinto que seu abraço é meu abrigo, meu lar.
E juntos, somente juntos, seremos barro e tijolo, dia após dia construindo e moldando nossa semelhança tão coincidente, nosso acaso que afogado pelo tempo, só nos deixou mais fiéis ao destino, e acreditando na fé mútua de nosso passos, juntos, dois corpos de cristal, tão vulneráveis a todas as tormentas, se fundiram em uma só historia, tão forte como a memória, narrada pelos marinheiros, encantada como as sereias, uma histórica aventura dos destemidos descobridores dos oceanos.
Descobrimos um ao outro como as terras nunca antes pisadas pela civilização. Povoamos, a cada gosto, nossa existência de um puro e pleno sabor de vitória. Fizemos dos risos a matéria prima da nossa felicidade.
Juntos, não temos pressa, nem ao menos uma idade. Nossa rota deu a volta ao mundo, mas já estava traçada pelo capricho do presente.
Vivida e misturada nossas almas são, como o sal e o mar."
(by Lilian Vereza ... to Celso e Carolina)
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