sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Encontros e desencontros

Encontros e Desencontros.

Perdi o tal marcado encontro. Porém eu nem havia sido avisado desse tal
encontro marcado. Justo eu, parte importante desse aproximar entre duas
pessoas. Sim!! Já que eu era uma delas.

Mais perdi o encontro ao qual adoraria ter sido avisado que ele fora
marcado, para eu podesse a ele ter comparecido.

Hoje sou uma estátistica. Eu me tornei uma oportunidade perdida. Mais uma de
várias tantas outras, que eu , voce e mais um bando de gente perdem todos os
dias. mais e dai? Estátistica é só número mesmo.

É eu perdi o encontro que havia sido marcado pela vida ao qual não fui
avisado pelo acaso, que acabou me desencontrando de você.

Mais não me dou por rogado e vou marcar novo encontro. Só que desta vez eu aviso: Vou te convidar!
Ainda sacudido, pelo tal encontro perdido. Fico a imaginar como teria sido,
se a há ele eu tivesse ido. Quem sabe dele brotasse o amor? Ai penso: Qual tipo?

Existem vários tipos de amor!...
Tem aquele em que ficamos como loucos e não conseguimos nos conter. E vem aquela vontade incontrolável de sairmos a gritar: EU TE AMO para o mundo inteiro escutar.

Outro que nos faz amar quietinho, escondido. E nos faz sussurrar: De quem eu gosto, nem as paredes confesso.

Alguns já preferem sofrer um bocado, O que talvez seja o único tipo de amor com o qual eu não concorde. Pois amar não é sofrer. Como diz o MANÁ: Amar és combatir!!

Já certas pessoas como eu. Simplesmente amam pelo simples fato de amar. Esse é o que mais me apego. É muito bom sorrir ao pensar em alguém. A vida pode estar um nó só. Mais é só pensar em você e no seu sorriso. Tudo passa. Vira brisa.

Tem o amor de mãe. O do pai , do filho e do espirito santo. Amém!!

Tem o primeiro amor. Esse não tem jeito. A gente não esqueçe mesmo.

Existe o amor Ágape. É o amor da alma, tipo o que sentimos por DEUS e ele por nós.

Há o amor além da vida. Esse é eterno, dura para sempre pois é onipresente, vive no passado , presente e futuro. Sabe? Acho que tirando o tal do amor do sofrimento. Eu te amaria com um pouco de cada um deles. Acho? Sim!! Pois não posso afirmar com certeza. Eu faltei ao tal encontro. Não fui avisado. Há se eu tivesse ido, agora poderia dizer com convicção. Qual seria o tipo.

Uma vez ao me perguntarem se meu amor tinha nome, eu respondi: Não!! Não tem. Minhas paixões todas elas tiveram nomes. mais meu amor não!! Ele não tem. Ele tem brilho. Um brilho tão intenso que me ofusca a vista e me confunde a mente. Brilho de estrela. Como está escrito na VIA LÁCTEA de BILAC: '' Ora direis, ouvi estrelas? De certo perdeste o senso. '' Mais eu vos direi no entanto. Não posso dizer. Não posso dizer-te o nome. Pois não fui avisado do tal encontro marcado. Mais se tivese ido, hoje teria gritado
o seu nome sagrado para os quatro cantos do mundo.

E minha vida continua um paradóxo ao qual constantemente pergunto: E se eu tivesse sido avisado?

Porém na misteriosa luta do reino do para sempre contra o império do nunca mais. Eu fico em meio a batalha, sem saber quem vencerá. Se o para sempre vou te amar ou se o nunca mais vou te esquecer. Acho que esse embate vai dar empate. Pois realmente não sei para quem torcer.

E entre encontros e desencontros, a vida continua seu caminho. E sei que além da planicie surge a montanha, e depois da montanha aparece o horizonte infinito.

Mais por não termos ido ao tal do encontro pela vida marcado. Aquele que pelo fato do mero e caprichoso acaso, eu não ter sido avisado. Hoje sei que nossos caminhos podem até seguir para o mesmo horizonte infinito. Mais nossos destinos foram separados.

Celso Leal

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